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Por Zenon Leite Neto, presidente da Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac)


Quando o assunto é automação para o comércio, podemos dizer que os números animam. Hoje, em torno de 25% do comércio brasileiro está automatizado. Isso alavancado pela alta de 35% que o estado de São Paulo representa. O que é considerado pelo mercado de automação para o comércio uma boa crescente, já que anteriormente esse índice era de apenas 15%. A expectativa é que os próximos anos tragam mais ambientes inseridos na tecnologia, incluindo os pontos de venda, pois uma pesquisa da Softex, que envolve empresas de ramos diversos, revelou que mais de 70% dos CIOs entrevistados iniciaram seus processos de transformação digital, ou seja, estão cientes da tendência de conectividade e compreendem a urgência de virarem essa chave para ter competitividade.

Um desafio que o Brasil enfrenta quando se trata de automatizar processos no geral, incluindo o comércio e a inserção do consumidor nesse panorama, é a conexão da internet. O país ocupa a 44ª posição do ranking divulgado pela Global Connectivity Index (GCI) no último ano e, apesar de termos subido de posição por conta da adoção do 4G, ainda enfrentamos questões que precisam ser melhoradas para chegar ao status de países como, por exemplo, Estados Unidos, Cingapura, Suécia, Suíça e Reino Unido que ocupam o topo da lista.

No entanto, esse não tem sido um impeditivo, pois o empresário brasileiro está ligado às tendências mundiais e, cada vez mais, tem se preocupado em trazer para o comércio local aplicações vistas no exterior. Um exemplo disso é a presença massiva do Brasil na maior feira de varejo do mundo, a Retail´s Big Show, que é promovida anualmente pela National Retail Federation (NRF) em Nova Iorque.

Os executivos se munem de informações e trazem conceitos para desenvolver soluções que se encaixem no mercado brasileiro. Por exemplo, veem na NRF um case que proporciona experiência ao consumidor no ponto de venda e que é sucesso no exterior, porém envolvem trâmites que não se encaixam na legislação fiscal do Brasil. Então, a empresa nacional desenvolve um novo produto que se molda ao mercado brasileiro. Ou seja, aplica a inspiração americana na realidade do nosso país.

Outro ponto que mostra que o brasileiro está interessado nessa onda de digitalização e de automatizar processos do comércio é o crescimento de 13% na visitação da Feira de Internacional de Automação para o Comércio, a AUTOCOM, que é realizada anualmente no Brasil, é a maior do segmento da América Latina e teve mais 8 mil pessoas na edição de 2018. Aproximadamente 70% desse público se dedicam a assistir às palestras apresentadas no evento, ou seja, estão interessadas em saber das tendências para implementar e/ou renovar o seu negócio.

Na comparação do Brasil e o exterior na automação para o comércio, como vimos nos dados, o país já se mostrou interessado em investir em procedimentos, meios de pagamento e atendimento para proporcionar uma melhor experiência de compra ao consumidor. E hoje, o que destaca o mercado brasileiro do americano, por exemplo, é uma maior utilização de smartphones nas soluções que automatizam os processos ao invés do uso de tablets, como é feito nos Estados Unidos.

No Brasil, as empresas desenvolvedoras de soluções para o comércio se aproveitaram que existe mais de um smathphone por habitante nas mãos dos brasileiros e passaram a criar ferramentas que se encaixem no aparelho que já está em uso ao invés de elaborar algo que envolva um novo dispositivo e demande a aquisição de outro equipamento. Por isso, saímos na frente neste ponto, pois esse movimento barateia e facilita a obtenção de tecnologia, o que torna a digitalização do segmento algo mais inclusivo, e alcança, entre outras vertentes, o açougue, a padaria, o mercadinho, a loja de roupas e de ferramentas do bairro.

Quando falamos de consolidação de automações que já foram tendência, temos o exemplo dos meios de pagamento, em que as conhecidas maquininhas se transformaram em obrigatoriedade nos estabelecimentos comerciais e hoje já chegam a proporcionar uma gestão completa do negócio. Além disso, as soluções em nuvem já se tornaram praticamente indispensáveis, pois trazem mais segurança, mobilidade e facilidade de acesso às informações da empresa, e está inserida das pequenas as grandes ferramentas desse mercado.

Portanto, é preciso quebrar esse paradigma de que o Brasil não está à altura quando o assunto é o desenvolvimento de soluções de automação, pois produzimos ferramentas tão boas quanto em outros lugares do mundo e caminhamos para alcançar a implementação tão vasta quanto grandes potencias mundiais. No entanto, há desafios, pois isso não depende só da qualidade da tecnologia e do interesse dos empresários, mas também da qualidade de recursos, como o da internet, a adaptação da cultura brasileira para que a população passe a se habituar cada vez mais a processos mais digitais e com a confiança no governo para que dos gigantes do comércio ao pequeno comerciante possam fazer investimentos nesse segmento sem tomar prejuízos com alguma novidade econômica e/ou legislativa que atinja o setor.

Fonte: No Varejo

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