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Brasil produziu em 2020 49,6 milhões de pares de calçados infantis, que representam 6,5% da produção total no país


        Como produzir calçados bonitos, atraentes aos olhos das crianças através do uso de personagens e de toda a comunicação que atrai o público desta idade, e ao mesmo tempo buscar materiais e tecnologias que proporcionem saúde e ainda respeitando o processo de crescimento do corpo das crianças? Estas são questões que fazem parte do dia a dia das indústrias de calçados infantis. 

Para auxiliar na busca de respostas, o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos - IBTeC - está realizando um estudo cientifico de medição e avaliação dos pés de aproximadamente 130 crianças em idades entre três e onze anos, para acompanhar o crescimento e o desenvolvimento dos pés. A fisioterapeuta Dra. Juliana Wilborn, pesquisadora do Laboratório de Biomecânica, está à frente desta investigação em uma rede de ensino na região do Vale dos Sinos.  Ela explica que “além de avaliar os pés das crianças, fazemos ainda análises de estatura e peso corporal, que nos dão informações relevantes relacionadas ao desenvolvimento motor da criança”. 

Além de acompanhar o desenvolvimento dos pés das crianças, os pesquisadores do IBTeC disponibilizaram uma pesquisa realizada com os pais, “com a finalidade de identificar o comportamento das famílias quanto aos cuidados com os pés, bem como conhecer quais são os pontos mais relevantes na hora de efetuar a troca dos calçados dos filhos”, afirma Dra. Juliana. 

A pesquisadora salienta o fato de que o processo de desenvolvimento de uma criança compreende diversas vivências motoras, cognitivas e sociais até que alcance a maturidade suficiente para que sua forma de caminhar esteja mais próxima de uma pessoa adulta. E neste processo de desenvolvimento ocorrem também modificações significativas nos membros inferiores da criança, tais como das estruturas anatômicas (ossos, músculos e ligamentos) relacionados aos pés. 

Todas estas informações contribuirão para que o Laboratório de Biomecânica do IBTeC tenha subsídios técnicos e científicos para auxiliar as indústrias de calçados infantis no desenvolvimento de produtos com maior assertividade no calce. De acordo com Juliana Wilborn, “nosso propósito é obter dados sobre o crescimento dos pés, bem como as impressões dos pais (feedback através de um questionário sobre a forma como eles observam o crescimento dos pés dos filhos e compram os calçados), contribuindo desta maneira para que as indústrias do setor tenham informações precisas sobre as necessidades deste mercado, e que através delas possam desenvolver materiais e tecnologias que resultem em calçados que contribuam para o desenvolvimento das crianças, ao mesmo tempo que ofereçam conforto para atender esta fase da vida, onde normalmente são muito ativas”.

O Brasil é o único país do mundo que tem normas de conforto, construídas a partir de um trabalho feito junto com a Associação Braileira de Normas Técnicas - ABNT. As normas servem de parâmetro para avaliar o conforto proporcionado por um calçado. Para certificar o conforto, o Laboratório de Biomecânica do IBTeC realiza sete ensaios, para verificar:

Massa: leveza do calçado

Distribuição de pressão plantar: materiais que contribuem para o equilíbrio das pressões nos pés

Temperatura interna: aquecimento do calçado

Índice de amortecimento: absorção dos impactos durante os movimentos

Índice de pronação: estabilidade do calçado

Percepção do calce: percepção do usuário

Avaliação de marcas e lesões: machucados ou ferimentos

OS RESULTADOS DA PESQUISA COM OS PAIS


Um dos questionamentos feito aos pais foi sobre o que consideram mais importante ao comprar calçados para os seus filhos. Neste quesito, 69% mencionam que o conforto é essencial. Para Juliana, “os pais precisam estar muito atentos aos pés dos filhos, pois estes estão em constante desenvolvimento”. Os pés dos bebês por exemplo, apresentam estruturas não completamente ossificadas, o que pode, através de um calçado desconfortável (apertado), ocasionar prejuízos futuros, como deformidades permanentes, entre outros”.

Observou-se ainda que 66% dos pais declararam que têm dificuldades em determinar a numeração dos calçados adequados para os filhos. Quando perguntados sobre a frequência com que a numeração dos calçados dos filhos muda, 70% informaram que isto ocorre pelo menos duas vezes por ano. Outro fator relacionado no questionário foi sobre qual o momento exato para a troca do calçado - 55% dos pais informaram que usam o método empírico de pressionar o bico do calçado para identificar se o dedo está próximo da região anterior da biqueira (ponta do calçado).


ODOR É IDENTIFICADO COMO DESCONFORTO NOS CALÇADOS INFANTIS


A presença de odores provocados por bactérias nos calçados é percebida em 59% das crianças pesquisadas, segundo as respostas dos pais. Esta proliferação de bactérias geralmente é ocasionada pela alta temperatura e a umidade (suor) geradas dentro do calçado. O suor, que tem a função de fazer a termorregulação do organismo, contribui para a dissipação do calor excessivo dos pés, e está presente nas crianças com mais intensidade. “Isto está relacionado com a quantidade de glândulas sudoríparas encontradas na região do pé, explica Juliana Wilborn. 

Quando os pais foram questionados sobre as marcas geradas nos pés provenientes de calçados fechados, a região do calcanhar foi a mais citada, seguida pela região do peito do pé. Segundo Juliana, “é muito importante selecionar materiais que atendam às necessidades de proteção e que sejam flexíveis”.

Diante de todos os resultados da pesquisa sobre o desenvolvimento dos pés das crianças e sobre as dificuldades encontradas pelos pais na hora da compra de calçados, “conclui-se que é muito importante desenvolver calçados com atributos de conforto e funcionalidade, que atendam às necessidades e exigências de cada etapa do desenvolvimento da criança”. Juliana ratifica ainda que “para atender a este atributo de desenvolvimento, é importante que as medidas do calçado estejam em harmonia com a morfologia dos pés, proporcionando maior assertividade do calce e reduzindo possíveis reclamações, além de contribuir para a saúde.



Fonte: IBTEC


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