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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, seguindo expansão de 0,7% nos três meses antecedentes (dado revisado), feitos os ajustes sazonais, de acordo com o resultado das Contas Nacionais divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado do período de julho a setembro ficou abaixo da média apurada pelo Valor Data junto a 26 consultorias e instituições financeiras, que apontava crescimento de 0,3%. O intervalo das estimativas ia de estabilidade a alta de 0,9%.

Ante o terceiro trimestre de 2016, a economia brasileira apresentou expansão de 1,4%. A média das estimativas do Valor Data apontava crescimento de 1,3%, com intervalo entre alta de 1% e 1,9%.

Em valores correntes, o PIB brasileiro somou R$1,641 trilhão de julho a setembro, sendo R$1,416 trilhão relativos ao Valor Adicionado e R$225,8 bilhões referentes aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

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A agropecuária registrou contração de 3% entre julho e setembro, após ser destaque no segundo trimestre e ter ajudado no desempenho da economia naquele período. O recuo, porém, ficou abaixo daquele previsto pelos consultados pelo Valor Data (-4,5%). Perante o terceiro trimestre de 2016, contudo, houve expansão de 9,1%. “Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos de lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzid em relação à área plantada”, apontou o IBGE.

“A agropecuária segue contribuindo positivamente para o desempenho do ano”, avaliou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. O avanço de 9,1% registrado pela atividade agropecuária foi puxado, sobretudo, pela cultura do milho, indicou.

Por sua vez, a indústria registrou crescimento de 0,8% entre o segundo e o terceiro trimestre de 2017. A expectativa era de alta de 1%, conforme as instituições consultadas pelo Valor data. Sobressaíram os desempenhos nas indústrias de transformação (1,4%) e nas indústrias extrativas (0,2%). Perante o terceiro trimestre de 2016, a indústria subiu 0,4%.

O setor de serviços teve expansão de 0,6% no período, em linha com a estimativa. Nessa atividade, o destaque ficou com o comércio, que avançou 1,6%. Ante o intervalo de julho a setembro de 2016, serviços viram alta de 1%.

Demanda

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,2% no terceiro trimestre de 2017, perante os três meses antecedentes.

A demanda do governo diminuiu 0,2% e a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e pesquisa) subiu 1,6% entre julho e setembro, na comparação com abril a junho.

Analistas consultados pelo Valor Data estimavam alta de 0,3% para o consumo das famílias, de 0,4% para os gastos do governo e elevação de 1,5% para a formação bruta de capital fixo.

Por fim, a taxa de investimento atingiu 16,1% do PIB no terceiro trimestre do ano.

Setor externo

As exportações cresceram 4,1% no terceiro trimestre, enquanto as importações tiveram alta de 6,6% em relação aos três meses anteriores. A expectativa do mercado era de aumento de 2,9% e de 4,4%, respectivamente.

Acumulados

O PIB brasileiro registrou crescimento de 0,6% no acumulado de 2017 até setembro, no confronto com mesmo intervalo do calendário anterior. A agropecuária cresceu 14,5%, mas a indústria e os serviços tiveram retração, de 0,9% e de 0,2%, nesta ordem.

Nos 12 meses até setembro, a economia brasileira registrou queda de 0,2% devido ao decréscimo de 0,1% do Valor Adicionado a preços básicos, e do recuo de 0,5% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Ao mesmo tempo que a agropecuária apresentou desempenho positivo, com alta de 11,6%, a indústria e os serviços encolheram, em 1,4% e 0,8%, respectivamente.

Revisões

O IBGE revisou o desempenho do PIB em 2016, de queda de 3,6% para recuo de 3,5% e reviu ainda o resultado da atividade econômica nos dois primeiros trimestres deste ano, além dos trimestres do calendário anterior.


Fonte: Valor Econômico


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